Uma
obra que, para além de um enredo narrativo, responde ao desejo de apreciar
diferentes palos (ritmos) do flamenco e de dar cor a cada sentimento. As peças
musicais são intercaladas de forma que o espetáculo cresça progressivamente,
não só na variedade de estilos, mas também no risco assumido pelos artistas.
Pela
mão da Família Vargas, o espetáculo revela o
flamenco mais enraizado na Extremadura, percorrendo um caminho que vai das
formas flamencas mais primordiais às mais contemporâneas. Desta forma, tangos e
jaleos constituem um par estilístico que combina os seus diferentes
compassos e ritmos. A música e a emoção
revelam-se em cada nota e compasso, transmitindo a sua alma e criando, em sintonia com o público,
uma experiência nova e distinta em cada apresentação.